Há 16 anos, Lula criou a CEITEC, a primeira fábrica de chips do Brasil. O Brasil passou a ser detentor da ÚNICA planta "front-end" existente na América Latina, com o potencial de viabilizar uma indústria nacional de produtos de altíssimo valor agregado. Com o potencial de inserir o Brasil na cadeia global de alta tecnologia.
Em 2014, a CEITEC lançou o CTC13002, o primeiro chip produzido no Hemisfério Sul a receber a certificação mais importante no segmento de identificação eletrônica. 2019, a CEITEC já tinha comercializado mais de 100 milhões de chips.
Aí os imbecis foram lá e elegeram o Jair Bolsonaro. Em 2020, já no começo de seu governo, o boçal extinguiu a estatal. Não é nem que ele vendeu, privatizou. Ele extinguiu. E fez isso justamente em um momento de escassez de chips nos mercados da Europa e dos Estados Unidos. No mesmo ano em que, no Brasil, as montadoras tiveram de interromper a produção de automóveis e decretar férias coletivas em função da falta de chips.
Lula voltou ao governo em 2023 e um dos seus primeiros decretos foi a reativação da CEITEC. Foram quatro anos tentando reestruturar a empresa e superar o sucateamento do governo Bolsonaro, quando a CEITEC perdeu clientes, fornecedores e a maior parte de sua equipe técnica.
Foram centenas de milhões investidos na modernização e expansão da linha de produção. Compra de maquinário especializado de última geração que está sendo instalado agora, em 2026.
Aí me vem a candidata a Ministra da Fazenda de Flávio Bolsonaro deixando claro que vai acabar com a CEITEC de novo.
Notem como tentar industrializar e desenvolver o Brasil é uma tarefa quase impossível. A cada passo em frente, tem uma récua de jumentos e canalhas forçando dez passos para trás.