O Maresca tenta reproduzir alguns dos princípios posicionais do Man City dos Centurions, sobretudo a utilização de alas bem abertos, dando amplitude máxima ao campo e criando situações de isolamento no 1 contra 1.
O problema é que Doku e Ndiaye não são Sané e Sterling, especialmente o Sterling daquela época, que tinha uma capacidade extraordinária de atacar a profundidade, e transformando jogadas em gols e assistências, chegando a participar diretamente de cerca de 40 gols por temporada.
Mas a diferença vai muito além dos alas. Aquele City tinha De Bruyne, um mestre das assistências, e David Silva, um mago na ocupação dos espaços entrelinhas, no controle do ritmo e na construção pelo corredor interior. Na equipe de ontem, não tínhamos isso no nosso meio-campo.
Hoje temos uma equipe com jogadores completamente diferentes. O sistema pode até ser parecido, mas a qualidade das decisões, a criatividade entrelinhas e a eficiência no último terço são completamente diferentes.