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Brasil
++ ALTA DO PETRÓLEO E BAIXA DOS JUROS FUTUROS ALAVANCAM O IBOVESPA EM MAIS DE MIL PONTOS
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++ CAMPANHA DE LULA PEDE CASSAÇÃO DA CHAPA DE FLÁVIO NO TSE E ACUSA META DE MANIPULAR ALGORITMOS
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++ POR R$ 409,5 MILHÕES, INTER COMPRA FATIA DA WIZ E FICA COM 100% DA INTER SEGUROS
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O Banco Inter vai comprar os 39,75% que a Wiz Co detém na Inter Seguros, corretora de seguros do banco, por R$ 409,5 milhões, e passará a ter 100% da empresa. O pagamento será à vista, corrigido pelo CDI de 2 de outubro até o fechamento, sem parcelas atreladas a desempenho futuro. O negócio, anunciado nesta segunda-feira (19), depende de aval do Banco Central e do Cade. A Wiz entrou na Inter Seguros em 2019, quando pagou R$ 114 milhões por 40% da empresa. O valor da venda é 3,6 vezes o investimento e equivale a 28% do valor de mercado da Wiz, de R$ 1,45 bilhão. As ações da corretora subiram 3,06% no dia, a R$ 9,09. Do lado do comprador, a ação do Inter cai 18,63% no ano na Nasdaq, onde o banco vale US$ 3,05 bilhões. A participação fazia parte do esforço da Wiz para reduzir a dependência da Caixa, depois do fim de uma exclusividade de quase 50 anos com o banco estatal. Para compensar a perda da principal fonte de receita, a empresa fez 19 aquisições e mais de 20 parcerias, com bancos como BRB e BMG e empresas como Caoa e Polishop. Desde 2023, a Wiz prioriza margens e uma estrutura mais enxuta, e a dívida líquida caiu de 2,5 vezes para 0,5 vez a geração de caixa anual. O CEO Lucas Neves, no cargo desde o início do ano, quer ampliar a área de seguros com instituições financeiras ainda pouco presentes no segmento. Os R$ 409,5 milhões ficarão em caixa até nova decisão da administração.
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++ ÂNIMA FECHA CONTRATO DE R$ 150 MILHÕES PARA USAR A MARCA EINSTEIN EM SEUS CURSOS DE MEDICINA
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A Ânima fechou contrato de R$ 150 milhões com o Einstein para que o hospital preste consultoria aos 15 cursos de medicina da Inspirali, braço de educação médica do grupo, com 1,9 mil vagas. O acordo, apresentado na segunda-feira (19), também dá à Ânima o direito de usar a marca Einstein por 20 anos, renováveis por igual período. Na primeira edição do Enamed, exame que avalia a graduação em medicina, com resultados divulgados em fevereiro, cerca de 60% dos cursos privados tiveram desempenho insatisfatório. Entre os abertos por decisão judicial, que ampliaram a concorrência no setor, o índice chegou a 70%, e a Ânima tem cursos nessas condições. Os mal avaliados ficam impedidos de matricular novos alunos e de oferecer vagas pelo Fies e pelo ProUni. Segundo Maurício Escobar, presidente da Inspirali, a empresa já tem dificuldade para preencher turmas em algumas cidades. A aposta é que a marca ajude a ocupar as vagas ociosas e a cobrar mensalidades mais altas, com posicionamento de curso premium. O Einstein mantém há dez anos um curso próprio de medicina, mas a companhia não espera concorrência direta com ele. O pagamento será feito em duas parcelas: R$ 75 milhões na assinatura e o restante em até um ano, corrigido pela inflação oficial (IPCA). Com a primeira parcela, a relação entre a dívida e a geração de caixa da Ânima sobe de 2,41 para 2,47 vezes. O Einstein também receberá, a cada trimestre, 6% da receita líquida dos novos alunos matriculados a partir da assinatura. Entre 2027 e 2036, se essa comissão ficar abaixo de um valor de referência anual, que vai de R$ 26 milhões no primeiro ano a R$ 136,3 milhões no último, a Ânima pagará uma remuneração adicional, condicionada ao cumprimento de metas.
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++ BRENT SOBE ACIMA DOS US$ 110 APÓS NOVOS ATAQUES IRANIANOS NO ESTREITO DE ORMUZ
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++ GRUPO BRASILEIRO PLUMA INVESTE US$ 50 MILHÕES NA AVICULTURA DO PARAGUAI
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++ AMERICANAS ENCERRA RECUPERAÇÃO JUDICIAL, A TERCEIRA MAIOR DA HISTÓRIA, APÓS RENEGOCIAR R$ 42,5 BILHÕES EM DÍVIDAS
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++ GOVERNO LULA ADMITE QUE FALTARÁ DINHEIRO PARA MANTER POLÍTICAS ATUAIS A PARTIR DE 2028
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O cálculo foi feito em agosto e não inclui as promessas de campanha, como o reajuste do Bolsa Família, o Pix de R$ 5 mil para MEIs e o passe livre no transporte nos fins de semana. Só esses anúncios exigirão ajustes de pelo menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027. O governo defende um “esforço contido e estável”, com revisão de programas e de prioridades. O Ministério do Planejamento diz que "os números são um exercício", que não consideram ganhos de eficiência e cortes já adotados, e que a diferença não significa descumprimento da regra fiscal.
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++ SECRETÁRIO DE DEFESA DOS EUA SE RECUSA A DETALHAR GASTOS COM A GUERRA CONTRA O IRÃ
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O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, se recusa a apresentar ao Congresso uma prestação de contas detalhada dos custos da guerra contra o Irã. A negativa irritou os parlamentares e aprofundou o desgaste na relação com o Legislativo, que já vinha azedando por causa do conflito. Os democratas também criticam a forma como parte dos recursos para a defesa foi aprovada. O atrito ameaça o principal plano de Donald Trump para o setor: elevar o gasto anual com defesa de US$ 1 trilhão para US$ 1,5 trilhão, proposto em janeiro. Nas eleições de meio de mandato, em novembro, os democratas são favoritos para retomar a Câmara, enquanto a disputa pelo Senado, com 35 das 100 cadeiras em jogo, é mais difícil para o partido. E o mercado, por sua vez, já reage. O fundo da iShares que reúne as fabricantes de armas americanas recuou 16% entre o início de julho e meados de outubro, enquanto o S&P 500, principal índice da bolsa dos EUA, subiu 3,5%. No período, a probabilidade de vitória democrata nas duas casas subiu 20% na Kalshi, plataforma de apostas sobre eventos. A Lockheed Martin, fabricante do sistema antimísseis Patriot, acumula queda de mais de 20% desde o pico do início de março, e Northrop Grumman e L3Harris recuam 35% e 36%, respectivamente. Para Robert Stallard, da Vertical Research Partners, o governo Trump conseguiu transformar a defesa, tema que costumava unir os dois partidos, em pauta partidária. 😳 Byron Callan, da Capital Alpha Partners, não vê os democratas defendendo cortes profundos, mas espera questionamentos a encomendas como as dos caças F-35 e dos mísseis intercontinentais Sentinel. Stallard aponta risco maior para projetos ligados ao nome de Trump, como o escudo espacial “Golden Dome”.
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++ MERCADO TEME REPETIÇÃO DO ESTRESSE DE 2024 APÓS AS ELEIÇÕES
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Parte das grandes casas do mercado financeiro passou a alertar clientes para o risco de uma forte reação negativa dos ativos brasileiros depois do segundo turno, no domingo (25), parecida com a de novembro de 2024. O alerta cresce à medida que as pesquisas mostram a distância entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuindo, numa campanha cada vez mais pautada por promessas de gasto. Naquela ocasião, integrantes do governo sinalizaram um corte de despesas que não se confirmou. O pacote veio acompanhado da promessa de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, e investidores fugiram dos ativos brasileiros, com o dólar chegando a R$ 6 pela primeira vez. Para Daniel Lavarda, chefe de pesquisa macroeconômica para o Brasil do HSBC, o padrão pode se repetir se as promessas de campanha saírem do papel. O temor aumentou com as medidas anunciadas pelo governo Lula nos últimos dias, como a isenção de tributos federais sobre os combustíveis e, para os microempreendedores individuais (MEIs), um Pix de R$ 5.000 e o perdão de dívidas. Parte delas amplia o ajuste nas contas públicas que o próximo governo pode ter de fazer, e reacende a dúvida sobre a trajetória da dívida pública. Rafael Furlanetti, da XP, escreveu em seu resumo diário que cada promessa de campanha terá de caber no Orçamento de 2027, cobrança que virá em novembro, seja quem for o vencedor. Para ele, até domingo, pesquisas e declarações de candidatos devem mover os preços dos ativos mais do que qualquer indicador econômico.
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++ LULA ESTUDA CRÉDITO PARA EMPRESAS AFETADAS PELO FIM DA ESCALA 6x1
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O governo Lula estuda linhas de crédito e programas de capacitação para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1, que reduz a jornada sem corte de salários. O desenho ainda não está definido, pois a equipe econômica quer medir primeiro quais setores e portes de empresa sentirão mais o impacto. Não houve anúncio de desoneração da folha de pagamentos nem de compensação direta pelos custos. Na sexta-feira (16), em ato de campanha em Minas Gerais, Lula afirmou que ninguém teria prejuízo com a mudança. No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também coordena o plano econômico da campanha à reeleição, admitiu custos para parte dos empresários, que classificou como “um ônus que é minoritário”, e disse que o governo prevê financiamento para a transição. Segundo dados citados por Durigan, entre 68% e 70% dos empregos no país já estão fora da escala 6x1. O peso tende a recair sobre atividades que dependem da presença contínua de funcionários, como comércio, alimentação e serviços, em que manter o mesmo horário de funcionamento pode exigir novas contratações ou mais horas extras. Parte do apoio já saiu do papel, tendo-se em vista que, de acordo com o ministro, o limite de crédito para pequenas empresas subiu de R$ 250 mil para R$ 500 mil, inclusive para capital de giro. O Sebrae aparece como parceiro potencial na capacitação, e o governo pretende oferecer linhas específicas também para a adaptação à reforma tributária. Durigan também reconheceu que os juros altos seguem como desafio para a economia, o que encarece o próprio crédito oferecido às empresas, e defendeu a continuidade gradual do ajuste fiscal, sem mudanças bruscas na política econômica.
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++ LULA ANTECIPA BOLSA FAMÍLIA, JÁ COM REAJUSTE DE 15%, PARA ATÉ QUATRO DIAS ANTES DO SEGUNDO TURNO
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O Ministério do Desenvolvimento Social atribui a mudança ao risco do El Niño. Os reconhecimentos federais de emergência e calamidade pública passaram de 253 em agosto e setembro de 2025 para 518 no mesmo período deste ano, e órgãos de meteorologia veem 95% de chance de o fenômeno ficar muito forte até dezembro. A pasta, assim, nega relação com a eleição. Com o reajuste, o piso por família sobe de R$ 600 para R$ 691, e o benefício por integrante, de R$ 142 para R$ 164. O adicional por criança de até 7 anos vai de R$ 150 para R$ 173, e o de gestantes, mães que amamentam, crianças e adolescentes, de R$ 50 para R$ 58. A correção repõe a inflação desde março de 2023 e custa R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos neste ano. O aumento foi anunciado a 17 dias do primeiro turno. Em 2022, o governo Jair Bolsonaro elevou o piso do então Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 nos meses anteriores à eleição, e Lula, então candidato, acusou o adversário de usar a medida na campanha. Por outro lado, os benefícios anunciados pelo governo Lula já somam R$ 144 bilhões neste ano eleitoral. Segundo o Datafolha, 64% dos eleitores aprovam o reajuste e 31% são contra, e entre os beneficiários a aprovação chega a 83%. Nesse grupo, Lula tem 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro (PL), ante 59% a 35% no levantamento anterior.
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++ RI HAPPY PEDE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL DE R$ 827,4 MILHÕES MENOS DE DOIS MESES APÓS TROCAR DE DONO
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A rede de brinquedos Ri Happy pediu recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas, o equivalente a cerca de 69% do faturamento anual, de R$ 1,2 bilhão. O pedido foi protocolado no domingo (18) e confirmado pela empresa nesta segunda-feira (19). Ele abrange outras empresas do grupo, como a PBKids. Nesse modelo, a companhia negocia diretamente com os credores e leva o acordo à Justiça apenas para homologação, sem passar pelo processo mais longo e custoso da recuperação judicial. A empresa atribui o aperto aos juros altos, às mudanças no consumo, à concorrência e aos efeitos da pandemia, e diz que as 290 lojas e os canais digitais seguem funcionando, com foco na Black Friday e no Natal. O pedido veio menos de dois meses depois de a BluSun Capital anunciar, em 31 de agosto, a compra de 100% da Ri Happy, por valor não revelado. A rede estava havia 14 anos sob controle do Carlyle, que dividia o comando com a SPX Capital desde 2021. Com a troca, Héctor Nuñez, que dirigiu a empresa entre 2012 e 2020, voltou ao cargo de CEO no lugar de Thiago Rebello. Em 2023, a varejista já havia renegociado R$ 289 milhões com nove bancos, entre eles Banco do Brasil, Santander e BV, alongando os vencimentos por até cinco anos, e o Carlyle aportou R$ 75 milhões. Cinco anos antes, a empresa chegou a pedir abertura de capital na bolsa, com avaliação estimada entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão, mas adiou a oferta por falta de interesse dos investidores. No setor, a fabricante Estrela recorreu em maio à recuperação judicial, na Justiça de Três Pontas (MG), com dívidas de R$ 109 milhões. O passivo que a Ri Happy tenta renegociar agora é 7,6 vezes maior.
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